quarta-feira, 14 de julho de 2010

Amigas...


♪♫
"Amigo é coisa pra se guardar
No lado esquerdo do peito
Mesmo que o tempo e a distância digam "não"
Mesmo esquecendo a canção
O que importa é ouvir
A voz que vem do coração"

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Comentário sobre a montagem da peça A gaivota de Tchecov


A peça A gaivota de Tchecov é de uma complexidade impar. Ora é sentimental, ora espiritual, ora apática, mas não por acaso, pois Tchecov compôs este trabalho com a intenção de representar o cotidiano, a trivialidade do dia-a-dia, passando por todos os estágios dos sentimentos humanos.
A princípio a peça é de uma essência extremamente naturalista. A entrada e saída dos personagens em cada cena são marcadas por uma infinidade de associações, mas devido a poucas ações desenvolvidas em cena, a peça torna-se pouco atrativa e de uma linguagem dotada de uma simbologia de difícil interpretação pelo público.
Por este e por tantos outros motivos a peça A gaivota teria todos os requisitos para se tornar um fracasso total, não fosse à interferência de Stanislavski na estrutura da mesma. Stanislavski e Tchecov divergiram bastante quanto à direção que a peça deveria tomar. Ambos partiam de pontos de vistas diferentes. Tchecov costumava mesclar monólogos e pouca coerência entre os assuntos, Stanislavski preferia incorporar mais dinâmica e maior interação e intimidade entre os personagens. Assim como investir no potencial de voz, de postura corporal, no uso adequado das palavras, dos gestos e nas ações dos personagens.
As dificuldades em se compreender a obra eram oriundas de muitos aspectos. Tchecov tinha uma mente brilhante e escrevia muito bem sobre os aspectos do espírito humano, mas talvez não tivesse a mesma veia interpretativa que possuía Stanislavski. Ao que parece, o trabalho produzido só faria sentido se Tchecov com seu método artístico-literário, de escritor e Stanislavski com seu método representativo próprio de sua especialidade artística focassem nesse tesouro espiritual que se ocultava em suas obras.
O que aconteceu foi uma mudança na estrutura da peça. Mudanças que Stanislavski considerava cruciais para a aceitação e aprovação do público.
A peça A gaivota estimula múltiplas leituras. De gênero, de concepção, percepção, etc., como também nos apresenta uma diversidade de conceitos que devem existir para que uma peça atraia os olhares e o gosto do público.
Quando um texto apresenta tanta complexidade, subsidiado por tantos conceitos diferentes, a melhor abordagem é mesmo esmiúça-lo a fundo. Não apenas ler com os olhos, mas ler com o coração, com a alma, exatamente como o fez Stanislavski que conseguiu abstrair o melhor do que Tchecov oferecia. Trabalhar em cima da significação de cada palavra, explorá-la, identificá-la, recombiná-la, em fim, interpretá-la de tantas formas quanto possíveis até que se tenha encontrado a forma perfeita.
Outra ótima estratégia para compreender textos tão complexos é partir da identificação dos símbolos que permeiam a obra. Do que fala o autor? Quais signos ele utiliza? Até que ponto isso me motiva? Como posso usar isso ao meu favor? No que ele me acrescenta? E o que posso acrescentar a ele? São questionamentos que nos ajudam a captar pequenos fragmentos contidos num texto e que vão nos ajudando a decifrar suas peculiaridades.
Todas estas estratégias utilizadas para melhor compreender o texto também servem de estímulos para o processo criativo do ator, pois à medida que interage com o texto, ele desenvolve a imaginação, a sensibilidade e vai captando a espiritualidade contida no texto e que deve ser captada pelo espectador. Neste processo criativo o ator deve desenvolver a autocrítica e estar consciente de que suas ações dentro da dramaturgia, tanto vão incitar reflexões, quanto sentimentos, para tanto o ator deve estar verdadeiramente sentindo o que está representando, pois uma boa atuação não depende apenas de compreender ou não o que se está dizendo, mas em transmitir verdade e sensibilidade.

O estado do Ensino das Artes Visuais

O objetivo do ensino de artes visuais na escola de hoje é formar indivíduos social e politicamente conscientes de seu papel e seu lugar na sociedade do século XXI. Muitos diriam que não, que a arte/educação visa despertar a criatividade, o senso de estética, a sensibilidade, a subjetividade, a liberdade e a expressividade. Mas como incumbir o ser humano de todos estes atributos sem a construção do pensamento critico que leva o homem a reflexão de seu real papel na sociedade, como agente de transformação, não apenas social, mas político, cultural e consequentemente educacional?
Mas nem sempre este foi o objetivo do ensino das artes. Houve um tempo em que a arte era utilizada como ferramenta para doutrinar os indivíduos para que estes não fossem capazes de pensar por si mesmos, antes, eram obrigados a acreditar que tudo estava voltado para Deus e que não existia outra forma de aprender, além daquela imposta com pressupostos religiosos e alienação através da fé. Esta era a função da arte na Idade Média, que até era utilizada como instrumento pedagógico, porém, com outro tipo de ideologia, que não tinha uma posição igualitária nem construtivista em relação ao conhecimento.
Vale ressaltar que a arte/educação não objetiva formar artistas, e sim, ampliar a capacidade criativa e perceptiva do aluno, bem como possibilitar que ele conheça a linguagem artística e tenha um olhar sensível para o mundo que o cerca, aprendendo a representá-lo, de modo que a organização pedagógica destas relações artísticas e estéticas seja trabalhada de forma conjunta com o aluno a ponto de ele próprio reconhecer sua importância na sociedade.
As perspectivas atuais para o ensino de artes visuais apresentam uma diversidade de caminhos a serem seguidos no tocante às praticas de atuação nos mais distintos contextos educacionais. Acontece que nem toda escola está preparada para lidar e corresponder às complexidades e as mudanças tão repentinas no contexto cultural da sociedade contemporânea.
Os problemas metodológicos do ensino de artes visuais são muitos e é pauta de discussão nas instituições de ensino da atualidade, pois questiona-se ainda muito o que se deve ou não ser trabalhado em sala de aula no ensino das artes visuais e quais as melhores estratégias para que a arte/educação não seja apenas um processo de imitação, como era na escola do passado, mas antes, que seja um processo continuo de integração entre apreensão de conhecimento e percepção critica dos fatos.
Um dos problemas consiste em que a escola até tenta aderir e se adaptar aos recursos que facilitam a inclusão diversificada nas múltiplas leituras de mundo, porém, na maioria das vezes ela não consegue acompanhar as incessantes mudanças no cenário sociocultural do mundo contemporâneo e também as mudanças nas formas de expressões artísticas, com isso, seus recursos tornam-se escassos e defasados, sem que a mesma consiga fazer um link entre o passado e o presente, porém sem que o futuro seja corrompido com supremacias, hegemonias ou elitismos.
O fato é que o ensino das artes tem sofrido significativas mudanças, e tanto a escola quanto o professor precisa articular sua metodologia de modo consciente, que englobe todos os sentidos humanos, incluindo a percepção, o pensamento, o movimento, a expressão e que a partir da exploração destes elementos, seja possível construir um panorama da realidade do aluno, pois é baseado em suas vivências que ele processa suas experiências estéticas.
Espera-se que o professor tanto seja capaz de articular teoria e conhecimento, quanto seja capaz de perceber claramente as características individuais do aluno envolvido no processo pedagógico. É importante também que a metodologia contemple a vivência de atividades, possibilitando experimentar materiais e suportes diversificados e que, principalmente, os conteúdos de arte estejam em harmonia com os reais interesses do aluno e da realidade escolar.
Os conteúdos a serem trabalhados em sala de aula devem obedecer a este critério. Porém, na prática, existe uma deficiência muito forte em adequar a metodologia a realidade do aluno. Talvez porque as escolas ainda mantenham seus currículos muito engessados às concepções educacionais do passado, preso a tradições e hegemonias, ou talvez porque ainda haja muita dificuldade em se lidar com a diversidade numa sala de aula e precisar adequar-se a tantas realidades e necessidades diferentes faz com que algumas instituições tenham medo de mudar e com isso, o aluno é que tem que adequar-se a sua metodologia e a um modo talvez defasado de ensinar arte, prejudicando totalmente a formaçao de um ser humano politizado, reflexivo e socialmente produtivo.
Os problemas metodológicos no ensino de artes visuais são oriundos de vários fatores. Uma metodologia adequada a cada aluno e situação é aquela que estimula a autonomia, todavia, algumas instituições e educadores ainda são resistentes a este tipo de educação que coloca o aluno como senhor de suas próprias idéias. A resistência reside em limitar o aluno a assimilar somente teorias, conceitos e valores preestabelecidos, sem que haja uma conexão direta com a realidade do aluno ou sem que este ao menos perceba que pode ser sujeito de sua própria aprendizagem.
Os problemas pedagógicos no ensino de artes visuais também devem ser considerados. Isto implica dizer que de nada adianta seguir um currículo rígido, se ele não pode ser reavaliado quando necessário, se as instituições não são flexíveis a mudanças. Deve-se ter em mente que as práticas pedagógicas constituem-se em ações conjuntas, que não são acontecimentos isolados. Desta forma, ao organizar o currículo e colocá-lo em prática, é fundamental considerar as relações sociais, pois são estas que norteiam os efeitos que se pretende causar e os objetivos que se pretende atingir.
O pouco investimento na área da arte/educação por parte do Sistema também evolui para um quadro negativo, pois se não há investimento, não há capacitação, e se não há capacitação não existem professores qualificados o suficiente para suprir a demanda de nossas escolas. E se não existem professores suficientemente qualificados, a arte/educação não pode passar de entretenimento.
É importante conhecer a fundo as tendências pedagógicas que influenciaram o ensino aprendizagem da arte ao longo do tempo, mas manter-se preso a elas é ignorar tudo o que conseguimos alcançar, depois de tanta repressão a livre expressão. Mas, infelizmente é exatamente isso o que acontece. Muitas instituições de ensino sobrevivem sob a influencia de tendências tradicionalistas.
Isto tudo é conseqüência dentre tantas outras coisas de uma má formação dos professores, pois não tiveram a preciosa oportunidade de conhecer as correntes pedagógicas e não conseguiram se perceber como sujeitos ativos na transformação da sociedade, o que acaba por se refletir em sua prática pedagógica. Uma árvore infrutífera que cresce e finca profundas raízes.
Conclui-se desta forma que, resistências a mudanças existem, sempre existiram e talvez continuem a existir, pois sempre haverá quem seja contrário ao processo evolutivo do ser humano e a livre expressão do pensamento, mas que o principal é apostar na produção de um projeto político-pedagógico que abranja claramente tanto as concepções de mundo, de sociedade, de homem, quanto da escola em sua universalidade. O que não podemos é admitir que haja um retrocesso no estado do ensino das artes visuais e que o importante é que continuemos a trabalhar para que o espírito reflexivo continue crescendo no seio da sociedade.

sábado, 5 de junho de 2010

Reflexões sobre desenho



“O significado da obra de arte não se restringe a conteúdos que conseguimos traduzir em palavras.”

Esta frase é bastante significativa para mim, pois também acredito que o desenho pode comunicar idéias tão bem quanto as próprias palavras. É inevitável que os sentimentos influenciem nossos desenhos, pois de alguma forma, o desenho é parte de nós. Desenho é um pouco da alma da gente. Como já citei em posts anteriores, "não há como separar o lado emocional do processo criativo. Uma coisa está intimamente ligada à outra". E como muitas coisas realmente não possuem explicações racionais, nada melhor que desenhar quando faltam as palavras.
Desenhar é algo tão simples e ao mesmo tempo tão complexo que diante disso duvidamos da nossa capacidade criativa. Obviamente algumas pessoas possuem dons especiais para o desenho, mas isso não significa dizer que não o possamos interpretá-lo, senti-lo ou reconhecer nele fragmentos de nossa própria realidade. É o mundo externo representado pelo nosso mundo interno.
Acredito que o ato de desenhar seja fácil, mas imagino que desenhar não é apenas pressionar um material sobre uma superfície, pois a chave que abre a porta do desenho e da arte, antes de qualquer coisa é o sentimento. Imagens não são apenas imagens. Dante Velloni afirma que desenho é o registro visual das imagens que vemos ou imaginamos. Pois bem, antes de qualquer outro movimento, tais imagens já nos despertam algum sentimento; Algumas nos intrigam, outras nos emocionam; Algumas nos despertam lembranças, outras nos entediam, mas o fato é que ninguém fica indiferente a elas.
O que isto significa na realidade é que quando desenhamos, mais do que construir imagens feias ou bonitas, estamos exteriorizando sentimentos, idéias, percepções, ambições, aflições... Toda uma gama de informações mais subjetivas do que possamos imaginar. A final, para transmitirmos nossas idéias através do desenho não precisamos ser artistas nem exímios desenhistas, importa somente que tenhamos sensibilidade o suficiente para que possamos traduzir nossa visão particular do mundo em que vivemos e que sensações este desperta em cada um de nós.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

A Transdisciplinaridade


“A transdisciplinaridade está ‘entre’, ‘através’ e ‘além’ das disciplinas”. (Basarab Nicolescu, 1999).
Com base no enunciado a cima, compreendemos que transdisciplinaridade não é apenas um conjunto de informações disciplinares que se cruzam e conversam entre si. A transdisciplinaridade está além da mera integração entre as disciplinas.
Muitos confundem interdisciplinaridade com transdisciplinaridade; obviamente devemos reconhecer que uma está ligada à outra, mas ambas possuem características peculiares que as diferenciam.
A transdisciplinaridade propõe que deixemos de lado a velha visão fragmentada que temos a cerca de tudo o que supostamente conhecemos e façamos novas conexões, ampliando a visão que temos do mundo, fazendo assim novas construções e leituras mais criticas de todas as possibilidades que nos cercam.
A transdisciplinaridade não se satisfaz com os velhos conceitos já estruturados, pois ela vem com uma proposta de questionamentos a cerca destes resultados, que se baseia em uma atitude aberta a cerca de todos os componentes da natureza humana, dentre eles a espiritualidade.
Não se pode falar de transdisciplinaridade, se o componente espiritual não é considerado seriamente. O motivo disso é que esse componente é “parte” da natureza humana e como tal merece um aprofundamento maior, se queremos compreender o ser humano na sua totalidade.
Segundo o Artigo 1 da Carta da Transdisciplinaridade, “toda e qualquer tentativa de reduzir o ser humano a uma definição e de dissolvê-lo no meio de estruturas formais, sejam quais forem, é incompatível com a visão transdisciplinar”.
Consideremos ainda o que diz o Artigo 11: “Uma educação autêntica não pode privilegiar a abstração no conhecimento. Ela deve ensinar a contextualizar, concretizar e globalizar. A educação transdisciplinar revela o papel da intuição, do imaginário, da sensibilidade e do corpo na transmissão do conhecimento”.
Assim, conclui-se que a transdisciplinaridade propõe não apenas a unificação do conhecimento, mas antes e principalmente, uma visão ampla do mundo e uma revisão de nossos antigos conceitos para enfim, compreendermos que o homem e o universo são elementos indissolúveis.


Resenha critica do texto ‘Pensar é desejar’, de Rinaldo Voltoline

Freud parece ter ido na contra mão do que todos os outros teóricos da psicologia exploraram. Para começar fugiu do senso comum. Enquanto todos os outros abordaram temas como conhecimento e inteligência, Freud foi mais audacioso. Ele não desconsiderava tais elementos, mas os analisavam sob uma outra dimensão.
Para Freud, a forte resistência à psicanálise não se dava por ser esta ou aquela tese incorreta, mas sim, porque a sociedade não estava preparada para ouvir certos pressupostos com os quais não sabia como lidar. Freud costumava escandalizar com suas teorias, a exemplo disso, suas considerações sobre a existência de uma sexualidade infantil.
Ele não costumava abordar temas como a ‘compreensão’, porque este elemento já está implícito no campo do conhecimento.
Freud também chocou de maneira desafiadora uma sociedade acomodada em seus conceitos tecnológicos quando junto a outros grandes pensadores feriu o orgulho dos homens ao revelar que ninguém é grande ou importante o suficiente, a ponto de ser o centro do universo, afinal, nem nossos próprios pensamentos nos pertencem, pois há sempre uma força superior que nos impulsiona. Mesmo Freud sempre tão realista, admitiu que não se pode separar por completo o mito do pensamento humano.
O homem pode aceitar que mito e pensamento lógico convivam harmoniosamente, afinal, o mito é uma estratégia confortável de estabelecer sentido às questões existenciais, mais do que pensar criticamente a respeito delas.
Acreditamos que somos o centro do universo e colocamos os fins do prazer sempre a frente dos fins de sobrevivência, por este motivo vivemos num eterno questionamento, mais por querermos nos adiantar aos acontecimentos do que por querermos evitar conseqüências desastrosas, a não ser que tais conseqüências nos afetem diretamente.
Conclui-se assim, que fazemos uso da razão não para tentarmos compreender a realidade, o que pretendemos inexoravelmente, é dominá-la por completo, de modo que não exista mais acaso, que tudo esteja sob o nosso controle. De fato temos tudo às nossas mãos, o que não podemos, nunca de jeito nenhum, é perder o controle sobre nós mesmos, aí todo esse conhecimento e liberdade que tanto perseguimos seriam a nossa própria ruína.

Reflexões sobre como pensamos e aprendemos; o papel dos educadores e de que maneira se espera que a escola se relacione com o restante da sociedade

Definir a forma como pensamos ou aprendemos é uma tarefa das mais complexas, pois cada indivíduo possui ritmos e estilos diferentes de aprendizagem, mas no que somos unânimes é quanto a importância do outro neste processo. É através da interação e da troca efetiva de experiências que de fato construímos nossa aprendizagem.
Acredita-se que agimos no mundo de modo que ele incline-se às nossas necessidades, mas Freud revelou que nem nossos próprios pensamentos nos pertencem, pois há sempre uma força superior que nos impulsiona.
Nosso papel enquanto educador não se resume simplesmente a ensinar a ler e escrever, mas ensinar a refletir criticamente a cerca do mundo em que vivemos, do meio que nos cerca e principalmente sobre nós mesmos. Sobre nossas atitudes e potencialidades.
Enquanto arte-educadores nosso desafio maior é formar cidadãos conscientes e politizados e isto não é nenhuma demagogia, pois somos formadores de opinião e logo temos influencia direta na formação do caráter e da personalidade de nosso alunado.
Nossas estratégias devem visar o construtivismo, pois isto significa contestar contra um sistema educacional decadente que teima em continuar essa forma particular de transmissão, que consiste em ensinar o que já está pronto, em vez de fazer agir, criar e construir a partir da realidade vivida por alunos e professores, ou seja, pela sociedade. Nossas abordagens devem constituir a interação do individuo com o meio físico e social.
O aluno não deve ser tratado como mero expectador, e sim deve ser ouvido, pois é através do dialogo, da contradição e das reflexões apontados por outras consciências que novas estruturas são concebidas aflorando as singularidades. A educação baseada no dialogo restitui a possibilidade de instaurar o significado das coisas e recombinar o mundo de acordo com a condição singular e social que nos envolve.
Desta forma, espera-se que a escola se relacione com o restante da sociedade de forma conjunta, respeitando e agregando valores que ambas considerem significativos para a boa convivência destes dois eixos.
A participação da família é fundamental para o desenvolvimento da criança. E para que este desenvolvimento aconteça é necessário levar para a escola a cultura de sua comunidade e voltar esta pratica para a formação total do aluno, pois a educação é um processo coletivo e não se resume mais ao dueto professor/aluno.
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