segunda-feira, 18 de julho de 2011

Volume e Plano

A tarefa desta semana divide-se em duas atividades. A primeira consiste em construir uma Fita de Moebius, utilizando uma tira de papel medindo 8 cm de largura e 80 cm de comprimento. Para construí-la é preciso dar uma volta na tira de papel e colar suas extremidades de maneira invertida, obtendo-se assim um espaço topográfico.

Experimentei riscar ao longo da fita com um lápis, deste modo percebi que quando chegamos com o lápis ao ponto de início riscamos completamente toda a superfície, (aparentemente dos dois lados, mas que na realidade é apenas um).
A experiência mais incrível é seguir cortando com a tesoura o mesmo risco que efetuamos na fita. Acreditamos que a dividiremos ao meio criando duas fitas, mas o resultado é que a mesma dobra de tamanho. Fiz o mesmo procedimento novamente e obtive duas fitas unidas como se tratasse de dois elos. De fato o resultado é bastante interessante.

A segunda atividade consiste na interseção de planos para dar a noção de volume, a construção do objeto que cria o volume pela junção de planos bidimensionais, utilizando como exemplo as esculturas de A. Rodchenko, que trabalhava formas geométricas – elipse, círculo, triângulo, quadrado, hexágono e octógono. Fixadas ao teto, as obras se espalhavam pelo espaço, tornando-as mais complexas e variáveis.
Estudei as esculturas e os materiais com que são feitas, fiz os desenhos escolhidos sobre o papel (círculos) para depois de recortados serem montados compondo uma escultura tridimensional suspensa. Para este trabalho utilizei papelão, tesoura, estilete, tintas vermelha, verde e azul para pintar as formas.
 



sábado, 16 de julho de 2011

Memorial descritivo. (Representação da forma humana feminina, inspirada na escultura do paleolítico: "Vênus de Willendorf”)


A experiência desta primeira semana de atividades, de entalhar na pedra de sabão e esculpir no gesso não foi nada fácil. Primeiramente pela escassez de material no município e segundo pelo transtorno causado pela falta de habilidade e técnicas necessárias para a prática de entalhar e esculpir esculturas no gesso, uma vez que não sou artista.
Neste trabalho enfatizamos como sugere as instruções dispostas na plataforma, os volumes esféricos, ou seja, as formas arredondadas, através da representação, ou cópia de tais referências no corpo feminino. O presente trabalho não busca de forma alguma imitar a realidade, mas, representá-la de uma forma muito particular e individual.
Desde os tempos pré-históricos o corpo humano é utilizado como fonte de inspiração e para expressão da arte. A forma feminina sempre atraiu a atenção de artistas/escultores, devido à fascinação que desencadeia, desde os tempos mais remotos até os dias de hoje.
A inspiração para a composição deste trabalho foi a Vênus de Willendorf, escultura em pedra, esculpida entre os anos 30000 a 25000 aC, no período paleolítico, encontrada em Willendorf, na Áustria, daí a origem do seu nome. A mesma é a representação mais marcante da figura feminina e guarda uma simbologia muito especial para a sociedade de qualquer época, pois ela sugere a idéia de fertilidade.
Seguindo as orientações da plataforma elaborei um projeto para a escultura, um esboço preliminar feito com uma barra de sabão e posteriormente a reprodução do projeto em um bloco de gesso.

Esboço com barra de sabão

Reprodução em bloco de gesso




Alto Relevo, com inspiração nas obras de Athos Bulcão

A inspiração para a composição deste trabalho foram obras do artista plástico Athos Bulcão, com base nas obras que compõem a arquitetura da cidade de Brasília. Neste contexto, a linguagem utilizada são relevos em formas geométricas que criam um padrão de ritmo, movimento e profundidade. Pesquisando trabalhos do artista é possível observar a perfeição da técnica aplicada às suas obras, que compõem um padrão de repetição dinâmica e incrivelmente rítmica como se possuísse movimento real, vida própria, tamanha a articulação entre composição, cores e formas em perfeita harmonia.
As obras de Bulcão se caracterizam pela fusão entre cores contrastantes e formas geométricas inusitadas, que unidas no espaço compõem um quadro inquietante, porém harmonioso, pois as formas se complementam entre si.
Alem disso, o movimento empregado às formas é o que mais chama atenção em suas obras, prendendo a atenção do espectador, que por um instante se perde na profundidade das imagens. São estas características que tentei empregar na realização deste trabalho, não pensando em imitação, mas em inspiração apenas. Para a colagem em relevo foi utilizado papelão verde e pardo, (base 30x30), cola branca, e tinta guache vermelha.

Uma mostra da obra de Athos Bulcão que serviu de inspiração

Alto relevo com formas geométricas que criei

Modelagem em argila

Esta atividade consiste em construir um objeto de forma cilíndrica, utilizando a técnica de rolo (cobra ou acordelado).
Através do processo de modelagem dei inicio ao trabalho que parece ser fácil, mas não é, pois existe toda uma técnica que deve ser seguida para que a forma tenha êxito.
Tudo começou indo em busca da matéria-prima na beira do rio Iaco, que circunda nossa cidade. Juntamos uns colegas e fizemos uma verdadeira escavação em busca do material, que felizmente existe em abundância, embora a argila natural seja mais difícil para modelar do que a industrializada, devido à consistência ser um pouco mais mole.
Fiz várias tentativas sem sucesso, pois não segui algumas regras básicas para sustentação do ‘vaso’ e o mesmo começava a desmoronar sempre que atingia determinada altura. Após rever o vídeo que foi postado na plataforma, ficou bem mais fácil, pois pude compreender onde estava errando. Para começar, paciência e persistência são fundamentais, depois, é sempre um prazer conhecer técnicas novas de modelagem.
Construí um vaso cilíndrico, medindo aproximadamente 26 cm de altura, (a exigência era que tivesse entre 25 e 30 cm), seguindo as orientações da plataforma, e outro vaso seguindo a minha própria intuição. Durante o processo de secagem fiz algumas ranhuras com um garfo para dar textura e um acabamento diferenciado aos vasos.
Recolhendo argila no barranco do rio Iaco

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Resenha crítica do texto ‘Competências e habilidades’

O texto de Tânia Maria Rezende Machado parte do princípio de que os conceitos de competência e habilidade devem ser manejados visando o compromisso com a prática e ainda visa analisá-los e discuti-los tendo a prática pedagógica como referencial, de modo que essas práticas ganhem novos significados e novos rumos a serem percorridos.
Não podemos esquecer do fato de que só compreendemos a realidade em que vivemos se a observarmos e a analisarmos de forma crítica e reflexiva e que só podemos mudá-la se de fato assumirmos um compromisso com nós mesmos, antes de assumirmos com a sociedade. Isto ocorre na realidade escolar e em nossas práticas pedagógicas. “Nossas crenças, nossos valores e nossas produções são forjados pelas necessidades. Portanto, próprias de um contexto que as configuram”. Isto implica dizer que devemos partir de uma investigação rigorosa de nossa própria experiência cotidiana para compreendemos as necessidades existentes no campo pedagógico.
A verdade está em que pouco há de diferença entre competências e habilidades e algumas escolas muitas vezes não estão preocupadas em desenvolver no aluno estas características e ficam alheias aos seus conceitos e as suas finalidades, consequentemente perdem o foco no tocante às estratégias que precisam traçar para alcançar esses objetivos. Uma escola que não prima pelo desenvolvimento de competências básicas não pode contribuir na formação de um ser humano crítico, consciente e politizado.
A escola deve ter em mente que a sociedade não é mais a mesma, que o mundo dito globalizado transformou as necessidades da humanidade e que as características exigidas para um profissional, para um cidadão do mundo vão além de saber ler e escrever. Exigi-se que o cidadão contemporâneo saiba lidar com as inquietações de seu tempo, que tenha o mínimo de conhecimento sobre as novas mídias e tecnologias e que, além disso, saiba lidar com as crises globais de modo racional e reflexivo. É papel da escola, não apenas da família trabalhar de modo a desenvolver no indivíduo em formação atitudes reflexivas e uma postura ética, para que a sociedade não precise puni-los depois.
Vale ressaltar que as práticas pedagógicas do passado não surtem mais efeito e que hoje os professores são chamados a pensar na construção dessas habilidades e competências. “Mudar o foco para o desenvolvimento de competências e habilidades, implica, além de mudança na postura da escola, um trabalho pedagógico integrado em que se definam as responsabilidades de cada professor nessa tarefa”.



Referência bibliográfica:
Organização curricular: objetivos ou competências e habilidades? Procurando a diferença entre “seis e meia dúzia”
MACHADO, Tânia Mara Rezende – PUC-SP.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Memorial descritivo sobre Projeto de extensão. Tema: 'As várias faces da arte'. (Mostra de vídeoarte e exposição de fotonovelas.)

O que fazer quando o tempo é escasso, as idéias não fluem e tudo parece conspirar contra? Unir-se é a resposta. Foi o que aconteceu durante a 1ª mostra de vídeoarte da turma de Artes Visuais, na execução do Projeto de Extensão proposto por esta disciplina.
Um projeto de extensão é uma ação de caráter educativo, social, cultural ou tecnológico que visa transmitir/compartilhar idéias, pensamentos, conhecimentos com a comunidade. Condicionado as ramificações da arte favorece a interação e a experiência de ter suas concepções e percepções impactadas por novas propostas e novas discussões quanto à forma de fazer e pensar a arte.
O Projeto de Extensão 'Várias faces da arte', promovido pela turma de Artes Visuais teve como objetivo principal mostrar para o público presente que a arte pode ser representada de várias maneiras, das mais convencionais até as mais irreverentes e que principalmente podemos utilizar a tecnologia como suporte e a partir disso pode-se permitir dar asas a imaginação.
O público alvo (a classe estudantil de Sena Madureira) pode observar por uma noite cheia de contratempos que a arte, assim como a beleza (ou a feiúra) está nos olhos de quem ver. As desconstruções daquilo que a sociedade julga belo, sacro, infame/profano, nojento, comum, bizarro, foram apresentadas para incitar reflexões. A princípio as idéias/imagens podem parecer sem nexo, supérfluas ou gratuitas, mas o fato é que até as imagens que parecem ter sido filmadas a toa, estão impregnadas de concepções muito próprias, pertinentes e embasadas.
As fotonovelas produzidas durante a unidade também foram expostas, mas o atrativo da noite foi mesmo a mostra de videoarte, talvez pelo impacto que causa ver cenas e imagens tão conhecidas por todos serem "profanadas" ou transfiguradas de alguma forma. De repente há um choque, uma sensação de identificação e estranhamento ao mesmo tempo. Sensações e sentimentos confusos podiam ser identificados em nossos espectadores, que certamente foram impactados de alguma forma com o que viram e ouviram nesta noite, podendo assim ter contato com outras formas e percepções de arte, diferente da que estão acostumados.
E a arte é isto, é impacto, é surpresa, é desconstrução, é um olhar diferente sobre o senso comum. E se o que a arte pretende é causar estranhamento, pelo menos por esta noite ela alcançou seu objetivo.