sábado, 18 de setembro de 2010

Memorial descritivo sobre Vídeo Arte


Entende-se por Vídeo Arte uma forma de expressão artística que utiliza a tecnologia do vídeo como suporte. O vídeo aliado a outras linguagens artísticas age de modo a transformar a noção de tempo e espaço que temos, mudando a nossa percepção, o modo como estamos acostumados a ver as coisas, dando-lhes uma nova significação.
Nam June Paik, morto em 2006, considerado o pai da videoarte, disse certa vez que "a arte é pura fraude. Você só precisa fazer algo que ninguém tenha feito antes". No que discordo em termos. Partindo do princípio de que cada ser humano tem a sua concepção do 'ser' e 'fazer' arte, logo, sempre que alguém repetir um experimento estará colocando ali percepções muito próprias e pessoais. A óptica é afetada tanto por quem produziu o experimento, a obra, a imagem, o vídeo, tanto por quem se permitir contemplá-lo. A experiência será sempre nova, pois as concepções serão sempre afetadas através do fazer artístico.
Neste contexto, realizar o videoarte proposto por esta disciplina se configurou em mais que um desafio, foi uma busca por respostas, uma mudança de foco dentro daquilo que nos propomos a fazer. A princípio saímos em busca do que seria feio e do que seria belo em nosso contexto sociocultural. Munidas de uma lista de possíveis lugares a serem filmados, de repente nos demos conta de que poderia haver muita beleza na feiúra e que aquilo não seria necessariamente bonito aos olhos da sociedade, mas que continha um valor artístico muito grande e que deveria ser explorado, assim como também existem muitas paisagens e coisas bonitas que de repente se tornam feias por não terem um sentido estético ou um propósito definido, como no caso da réplica do Cristo Redentor exibida no vídeo, que não passou de um capricho de um mau administrador público, por exemplo, mas que a sociedade considera bela pelo simples fato de ser uma cópia malfadada de um monumento histórico.
Foram estes questionamentos e posicionamentos que nos levaram a escolher este tema. O contraste entre a beleza e a feiúra existe. Ás vezes se fundem, se confundem. O fato é que saímos com uma nova percepção sobre beleza e feiúra e que a visão que tínhamos sobre nossa realidade nunca mais será a mesma.

Projeto Vídeo Arte: O belo em contraste com o feio na realidade da sociedade local

video

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Arte Postal que recebi (Arte protesto)


A Arte Postal surgiu como alternativa aos meios de exposições convencionais. Seu objetivo maior era focar a arte como ferramenta de protesto, denúncia e utilizá-la para veicular livremente todo tipo de informação que certamente sofreria censura por parte das autoridades e até mesmo da sociedade se exposta de forma pública convencional. Muito praticada nos anos 60, a Arte Postal utiliza os correios como suporte e pode incluir desde pinturas, desenhos, ilustrações, fotografias, gravuras, montagens, textos, colagens e todas as formas de intervenções e composições que alguém julgar pertinente e significativo para si e para os outros.
Neste espírito, seguindo a proposta da disciplina recebi da colega Valnira Andrade uma arte postal muito expressiva, confeccionada com materiais alternativos como uma erva chamada tereré e barro vermelho, além de cola e pigmentos coloridos, onde ela faz um protesto contra o desmatamento, um problema ambiental que gera inúmeros conflitos de ordem social, econômico e político. Ela se sensibilizou com um grave problema da realidade local e o utilizou como inspiração para a composição de seu trabalho.

Arte postal que confeccionei e enviei (Vitrais)


Inspirada no Estilo Gótico e na beleza dos vitrais do contexto renascentista do século XXI fiz o que chamarei de imitação desta arte que tanto admiro. Os vitrais consistiam em facilitar a passagem de luz nas catedrais da era medieval e era produzido pelos artesãos da época que colavam os vidros um a um formando gigantescos desenhos com motivos religiosos ou abstratos.
Para confecção de minha arte postal, posteriormente enviada para a colega Maria Socorro, utilizei papel cartão preto (base 30x30), papel celofane amarelo e vermelho para dar impressão de espelhos e cola isopor. Fui riscando no papel o que minha imaginação me permitiu, resultando num desenho que considero abstrato.
Na era em que vivemos em que a velocidade e o dinamismo são o foco em todas as áreas, este tipo de arte a princípio pode não parecer muito atraente se compararmos a todos os outros recursos tecnológicos dos quais dispomos em nosso dia-a-dia, mas a experiência acabou sendo muito divertida e nos permitiu ter uma nova percepção do que pode vir a ser arte.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Entra nesse link aqui >>>http://www.youtube.com/user/Akys2010?feature=mhsn e acompanhe meus experimentos videograficos (loucuraaas) pelo meu canal no Youtube!

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Analisando a TV – Resenha crítica da novela Malhação


A TV ocupa grande parte do cotidiano e da sociabilidade dos brasileiros, sobretudo dos jovens, que desperdiçam bastante tempo, ociosos frente ao aparelho. Apesar deste relacionamento constante com a TV e de ser um público bastante vulnerável aos apelos da mídia não há exatamente muitos programas voltados para esta faixa etária. Dos que existem, a maioria presta um grande desserviço à sociedade, pois não estão necessariamente interessados em apresentar um conteúdo de cunho critico ou político para a juventude, ao contrário, quanto menos informados e alienados melhor.
Dentro deste contexto existem programas como a novela Malhação, um dos produtos televisivos mais consumidos pelos jovens brasileiros e que de alguma maneira é uma ação representativa da realidade. Em geral, esta representação midiática costuma distorcer os valores que foram assimilados no convívio familiar, pois atribui valor a outros objetos, atitudes comportamentais esnobes, arrogantes e extremamente consumistas, dando um outro sentido ao conceito de aceitabilidade social, independência, status e personalidade, ostentando modismos e ideologias fúteis.
É sabido que o potencial das influências na etapa da adolescência pode repercutir veementemente na idade adulta, mas não podemos prever até que ponto essas representações visuais podem contribuir ou afetar a formação de um cidadão.
O fascínio exercido pelos signos e imagens exibidas pela mídia são responsáveis pelo desejo de consumo assumido pelos jovens. Em geral os conteúdos são elitistas e separatistas, pois embora atinja o público jovem de muitas classes sociais, o foco gira em torno da classe média alta, que é quem detém maior poder econômico, responsável pela relação cíclica de consumo com seus objetos.
Com tantos problemas de ordem econômica e social não precisamos de mais uma política elitista no Brasil. Se pudesse reescrevê-la, no mínimo contemplaria mais a diversidade social e a pluralidade cultural e étnica existentes no Brasil, de modo que as críticas e reflexões fossem de fato instauradas e não mascaradas atrás de pseudos problemas existenciais juvenis.

domingo, 5 de setembro de 2010

Resenha crítica do filme O Show de Truman do diretor Peter Weir


A história de Truman basicamente retrata a condição decadente do ser humano frente ao poder e influência da mídia na sua vida. É uma clara alusão ao status de mercadoria que assumimos quando aceitamos passivamente tudo o que é imposto pela mídia, sem questionarmos o que de fato está por trás desse seu jogo de interesse.
Poder, fama, sucesso, dinheiro, status, regalias, ostentações. Na verdade todos fazemos parte de um grande Sistema lucrativo. E óbvio, não somos nós quem ficamos com a melhor parte. Somos importantes neste jogo de interesse porque somos nós que alimentamos esta indústria com a nossa ignorância e o nosso conformismo. Consumismos facilmente qualquer produto televisivo porque no fundo estamos insatisfeitos com o roteiro da nossa própria vida. Mas não é por acaso. A mídia faz seus produtos parecerem tão perfeitos que muitos não se contentam com a própria realidade e passam a sustentar mais e mais essa máquina dominadora, iludidos por sua falsa ideologia.
O modelo social imposto pela mídia, tal qual percebemos no filme, não visa formar cidadãos autônomos, livres para fazer suas próprias escolhas. Estimula-se sempre atitudes irreflexivas frente ao que são induzidos a consumir e ao modo como são induzidos a se comportar. O personagem Truman é a personificação deste comportamento irreflexivo, acrítico e passivo que exercemos frente ao controle excessivo da mídia. É o retrato da alienação que ocorre quando viramos vítimas das armadilhas provocadas por esta sociedade capitalista e de seu mundo idealizado.
O momento em que Truman finalmente toma consciência de sua posição de ostracismo e resolve se libertar dessa condição de subordinação é justamente a posição que o homem deveria assumir, libertando-se da manipulação e da dependência deste Sistema industrializado. Uma vez que o homem abrir os olhos para a realidade e deixar de ignorá-la, esta relação de dependência será nula e ele finalmente será dono de suas próprias decisões.